Cobá

Se um dia me perguntassem "achas que um dia vais ter uma pirâmide só para tu explorares?" eu iria responder "adorava! Mas deve ser quase impossível."

Mas a verdade é que aconteceu. 

Foi um milagre de 1 hora, e o truque é fugir das atrações turísticas.

Apresento-te Cobá, um dos locais que mais me fez sentir única, e rendida a este país.

Cobá é uma grande cidade pré-colombiana em ruínas da civilização Maia, construída entre os anos de 500 e 900 da nossa era.

A pirâmide de Cobá domina uma região de lagos e uma via sagrada maia ou "sacbé" ligava-a à cidade de Yaxuna, em perfeita linha recta e com uma extensão de cerca de 100 Km. 

Comercializava com as pequenas cidades maias da costa do Mar das Caraíbas tais como Xcaret, Xel-Há, Tankan e Tulum.

Tem como principal monumento a pirâmide de Nohoch Mul ou o “Castillo”, com 42 metros de altura, a pirâmide que tive só para mim durante 1 hora.

Porquê?

Porque neste país tropical ora chove, ora faz sol. E quando fomos para Cobá, nessa manhã a chuva era qualquer coisa. Chovia a potes!

Mas nem assim me impediu de ir apanhar o autocarro à estação da minha Abuelita e ir.

Cheguei lá por volta das 11:30h e a entrada custou 70 pesos p/pessoa. Há a possibilidade de contratares um motorista com os seus táxiciclos para te levarem a passear pela cidade Maia, mas eu preferi ir a pé, e ir "desbravar mato".

E mais uma vez não me arrependi dos milhares de km que fiz a pé.

Cruzei caminhos onde os táxiciclos não passavam, por isso estavam desertos, vi a natureza em estado puro e selvagem e ruínas completamente escondidas no meio da selva mexicana.

E ao final de umas belas horas de caminhada, em que a chuva nos deu tréguas chegámos à famosa Nohoch Mul, a pirâmide!

Considerado um dos melhores observatórios astronómicos e uma das pirâmides mais bonitas com uma vista de cortar a respiração, começou a minha aventura.

Encontrei a pirâmide cheia de gente, e uma placa onde dizia:

Por tanto, os degraus eram super pequeninos (quando digo isto é do género de só caber o teu pé inteiro se o puseres de lado) a pirâmide era inclinada, e tinhas uma corda no meio para te agarrares caso fosses fazer slide pela pirâmide abaixo.

Mas eu queria ver a vista que toda a gente dizia na net "absolutamente selvática" e pus-me a caminho.

E logo no início da subida a chuva decidiu dizer Olá! Começou a chover torrencialmente.

E a meio da pirâmide as pessoas começaram a desistir, cá em baixo havia alguém a gritar "vamos embora, está muito perigoso!"

O vento quente começava a sentir-se e a chover cada vez mais, fazendo dos degraus da pirâmide autênticas cascatas.

Mas eu não ia desistir, óbvioooooo! Só se lá viesse o dilúvio, e nem assim se calhar.

Continuei,  e depois de 129 degraus, vi finalmente aquela vista. Era extraordinária. Mas a chuva não ajudava em nada. Abriguei-me dentro da casinha que fica no cimo da pirâmide a observar aquela vista e a ouvir a natureza.

E de repente, a chuva parou como se tivesse estalado os dedos e pufffff. Nem um pingo.

E a loba, saiu da toca. E teve a pirâmide para ela por 1 hora. Sim fiquei ali quase uma hora :)

E comecei a ouvir vozes entrelaçadas com o cantar dos pássaros. Eram os grupos de turistas a regressar. 

Estava na minha hora de sair, e ir embora. A minha parte da visita estava feita, e não podia ter sido melhor!

Desci a pirâmide e olhei para o relógio, e OH MY GOD! faltavam 30 min. para o autocarro público. Corriii, corri mais do que o Speedy Gonzalez! E um rapaz que é motorista dos táxiciclos viu a minha aflição e deu-me boleia.

Em 20 min. estavamos cá fora, na paragem de autocarro que não está identificada.

Lá estava eu à espera do autocarro, e nada dele... comecei a pensar que me tinham enganado e que não era ali que ele ia parar. 

E passados 20 min. nada dele...

Decidi ir para um cafézinho lá em frente beber uma sangria e esperar.

Quando cheguei ao café, pedi a sangria, sentei-me e perguntei as horas... conclusão, o meu relógio estava adiantado 1 hora!

Só me apetecia meter blush na minha cara à estalada, ahahahah!

Ainda estive para visitar 2 cenotes lá perto mas não dava tempo. Acabei por ficar pelo cafézinho até finalmente chegar o autocarro para me levar para casa.

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31 Outubro 2017 © Nunca Paras Quieta

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