Diário de uma aventura pela Ilha

Dia 1 - Olá Madeira!

9h30 - Chegámos!

Fomos diretos do avião para aquela que ia ser a nossa casa durante estes dias. Ficámos na zona do Caniço, na casa de um amigo de um amigo (aquele clássico) e com uma vista de deixar qualquer um a patinar.

Deixámos as coisinhas e fomos apanhar a nossa "pokebola" (foi assim que baptizamos o carro) á We Rent – Madeira Easy Car Rent, carro na mão e é caso para dizer:

“ARRANCA MAS NÃO FAÇAS PÓ!”

Tínhamos passeio marcado com a Rota dos Cetáceos para ir ver Baleias e Golfinhos, mas antes espera aí, que temos de estacionar aqui o menino.

Ora o Sr. do rent-a-car disse "linhas azuis são estacionamento a pagar", olhámos á volta e era só linhas azuis e parques interiores (pagas bem), por isso qual foi a solução?

Vamos dar uma voltinha que havemos de encontrar algo! E missão dada, missão cumprida. Encontrámos na Zona Velha do Funchal, mais precisamente aqui, um parque de estacionamento que custava 3€ o dia inteiro.  

 

Fizemos-nos ao caminho até ao Marina Shooping para irmos ter com a malta da rota dos cetáceos, e foi chegar, colocar a pulseira, assistir ao briefing sobre as espécies que íamos ver e as normas de segurança e siga.

Conselho para os mais sensíveis com viagens de barco:

Descontrai, olha para o horizonte ou simplesmente faz o que elas dizem, "levantem a mão se se estiverem a sentir mal", eu sei que não queremos dar a parte fraca, mas mais vale isso que irem dar o pequeno-almoço aos peixinhos (eu estive prestes a fazer esta parte) 

O passeio é incrível, dura 2h30 (mas nós nem demos pelo tempo passar), são experiências únicas que devemos aproveitar sempre que surgem.

 

Vimos golfinhos, baleias piloto e tartarugas.

Com os efeitos secundários da viagem de barco não deu para muitos registos e os "gajos" eram rápidos a saltitar de um lado para o outro, podes sempre dar um pulinho até ao instagram da Rota dos Cetáceos, aproveita e faz logo a reserva! :p

Esganados de fome a nossa direção foi para um restaurante ali perto para acalmar os dragões dentro de nós. Fomos até ao Bar da Sé onde iniciamos a nossa aventura gastronómica "sabores da Madeira".

 

"Sai um prego no bolo do caco com manteiga de alho e uma Brisa de maracujáááá!"

Bem perto do restaurante era a Sé Catedral do Funchal, uma pequena igreja séc XVI que se destaca pelo seu interior.

Da Sé fomos visitar o famoso Mercado dos Lavradores, que é um mercado tradicional e foi construído de modo a ser um pólo grande de abastecimento na altura do Estado Novo.

 

Tem de tudo! Desde plantas e flores, fruta, carne e peixe, e muito mais. Mas o que salta á vista são aquelas cores todas a saírem das bancadas da fruta, e sem dúvida a dúzia de maracujás todos diferentes á espera para serem provados eheh.

Na minha inocência pensava que só havia uma espécie de maracujá, fiquei a conhecer mais umas quantas como o maracujá-lima, maracujá-laranja ou por exemplo o maracujá-tomate. O melhor disto é que podíamos provar sem compromisso, e antes de comprar há que dar sempre uma voltinha por todas as bancas, se bem que o preço não varia muito e é um pouco caro. Mas ao comprarmos estávamos a apoiar o mercado tradicional e a economia local. 

1/1

Quando íamos a caminho do Mercado olhámos para uma rua cheia de cor, e descobrimos que era a:

 Rua de Santa Maria.

Fica mesmo por baixo do mercado e tem um estrutura de metal à entrada a dizer “Zona Histórica – Portas com Arte”.

Esta rua está inserida no Projeto Arte Portas Abertas e tem o objectivo de abrir a cidade aos projetos artísticos e culturais.

É nesta rua que também se encontram pequenas lojas para comprar souvenirs ou mesmo para começar a noite nos bares.

 

18h00: O tempo passou a voar e tínhamos um "Welcome Drink" à nossa espera com a família (nome chique para não dizer assim diretamente que: fui malhar umas ponchas e comer umas espetadas :p)

Dia 2 – Sobe e Desce

 

9h00: Buenos dias alegria!

Sai um maracujá para o pequeno almoço que tínhamos um longo dia pela frente.

Hoje era dia de dormir fora, decidimos assim porque íamos para a outra ponta da Ilha e queríamos evitar andar de um lado para o outro.  

Primeira paragem do dia foi o Monte, apesar de haver o famoso teleférico com vista panorâmica, nós optámos por ir de carro por uma questão de logística e também por uma questão de orçamento.

 

A viagem de teleférico de ida e volta custa 18€ p/pessoa. Nós como queríamos aproveitar bem e poupar uns trocos deixámos o carro no terminal dos Carros de Cesto.

Antes de lá irmos informámos-nos que para ir até ao Jardim Tropical Monte Palace ou para o início das descidas dos carros tínhamos 4 opções.

-  ir a pé com 2km sempre a pique - excluída!

-  ir de autocarro (perdemos o autocarro) - excluída! 

- ir de táxi (tinha o preço de 20€ mas com jeitinho lá nos fizeram por 15€)

- ou ir com o nosso carro mas depois tínhamos de voltar para cima para o ir buscar.

Lá entrámos nós no táxi e para além da boleia ainda tivemos direito a umas dicas sobre a Ilha, valeu realmente a pena e o Sr. foi uma simpatia. Chegámos ao Jardim Tropical Monte Palace e a entrada custou 12,50€ com direito a uma prova de vinho Madeira, ting ting ting, já vale a pena ir.

Este jardim é do séc. XVII, de um Cônsul Inglês que comprou a propriedade e criou uma quinta. A Quinta dos Prazeres (que anos mais tarde foi comprada por outro senhor que construiu um hotel o Hotel Monte Palace), tem uma vista incrível sobre a Baía do Funchal. Após a sua morte, José Berardo acabou por comprar a propriedade e doar à sua fundação.

Para terminarmos esta visita em beleza lá fomos nós em busca da prova de vinhos que era feita no café do jardim. Com uma vista simplesmente linda, mesmo apesar das nuvens que estavam nesse dia.

Depósito atestado e uma subidinha até aos Carrinhos do Monte (foi só subir um pouco).

Sabíamos que estávamos no sítio certo não só por vermos os carros, como também por vermos os carreiros.

 

Preços:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carreiros é o nome que se dá aos senhores que conduzem os carros. Estão trajados de branco e com chapéu de palha na cabeça. Utilizam a botas com solas grossas de borracha como travões!!! whaaaat?

O percurso tem cerca de 2km e durou +/- 10/15 minutos.

Próxima paragem - Cabo Girão

O cabo mais alto da Europa, com 580metros de altura e com uma vista panorâmica.

E ao contrário do que encontrámos na internet... não se paga (ainda) para visitar!

 

"WOOOOOW"

Foram as palavras que me saíram quando vi aquela vista e beeeeem debaixo dos meus pés.

O chão transparente não meteu medo, até deu para andar lá aos pinotes (só para ter a certeza que era seguro eheh)

Seguimos para a Ribeira Brava e pelo caminho parámos em Fajã dos Padres para dar uma espreitadela ao teleférico.

Na Ribeira Brava um dos nossos objectivos era ter descido até ao Calhau da Lapa, mas bateu ali na hora de almoço e fazia um calor desgraçado. Parámos num café, pedimos duas mini corais fresquinhas (cerveja madeirense) e enfiamos-nos pelo meio das bananeiras, onde do nada encontrámos um pequeno miradouro todo colorido, mais precisamente aqui.

 

Foi ali mesmo que decidimos parar e desfrutar do nosso manjar dos deuses (duas sandes de ovo mexido com queijo, umas batatas e corais) mas com aquela vista, qual estrela Michelin qual quê! Este vale mais do que qualquer estrelinha. Acreditem !!!!

Seguimos viagem até  à Ribeira Brava, que  foi dos sítios com as cores da água mais bonitas e vivas que já vi.

Para além das praias havia também a Igreja Matriz (que estava em obras quando lá fomos) e um pequeno Forte para visitar. Mas ao passar o túnel demos com um cenário de cores, uma mistura de azuis com verdes e várias tonalidades que deram um brilho diferente ao que estávamos a ver. 

Mas o próximo destino esse foi aquele que mais gostei, aquele cantinho escondido e tão bonito... e único!

Os Anjos, na Ponta do Sol, é nada mais anda menos que uma cascata a cair no meio da estrada.

 

Posso dizer-vos que a malta da Madeira lava os carros com muito estilo, nós aproveitámos e fizemos o mesmo, lavámos o carro e tomámos um banhinho com vista para o Atlântico.

Ficámos com aquele brilhozinho nos olhos de quem tinha vista algo incrível.

Seguimos rumo ao Seixal mas demos um saltinho à Calheta para ver as suas famosas praias e à Ponta do Pargo, que é simplesmente lindo porque tem um pequeno farol, ali no meio do nada.

 

18h00 - Está na hora de ir fazer o check-in

Preferimos ficar por aquele lado da ilha em vez de fazermos uma viagem de quase 1h30 de regresso até casa. E já que ali estávamos no dia a seguir era só seguir viagem por ali, (sempre à volta da ilha).

Na nossa pesquisa encontrámos um Glamping, no meio das montanhas o Nature Inn.

Estava difícil de encontrar o caminho para lá porque está um pouco mal sinalizado. Por acaso encontrámos uma rapariga holandesa que estava lá a dormir e levou-nos até lá, acabou por ser ela a apresentar-nos o espaço e ser a nossa companhia dessa noite.

O espaço é fantástico, estávamos mesmo no meio da natureza com uma dúzia de tendas tipi lá montadas.

Como tínhamos algum tempo livre decidimos ver se havia alguma cache por ali e fazer um pouco de geocaching, acabamos por apresentar o jogo à rapariga holandesa e lá descobrimos uma micro cache, valeu umas risadas e uma coral pelo caminho.

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31 Outubro 2017 © Nunca Paras Quieta