Diário de uma aventura pela Ilha

Dia 3 – Entre pedras e pedrinhas

 

9h00: Impossível acordar de mau humor quando acordas a ouvir o som dos pássaros e da natureza, e sabes que tens um pequeno almoço fresquinho à tua espera.

Hoje o primeiro destino foi S. Vicente, conhecido pelas suas grutas e pelo caminho passámos pela Cascata do Véu da Noiva, uma cascata a cair do meio das rochas directamente para o Atlântico.

As Grutas de São Vicente foram descobertas pelos locais e surgiram há 890 mil anos atrás com uma erupção vulcânica.  

O bilhete custou 8€ p/pessoa e tivemos uma visita guiada dentro dos túneis que demorou mais ou menos 30 min.

Ainda visitámos uma exposição interactiva que explicava todo o processo de crescimento da Ilha da Madeira e um vídeo 3D. Ou seja, em 1 hora ficámos a saber como tudo aconteceu. 

 

Antes de entrarmos para as grutas tínhamos visto no topo de uma montanha uma capelinha, por isso assim que acabou a visita metemos nos no carro e fomos tentar lá chegar. Demos com uma escadaria em madeira que nos dava acesso à capela. Era a  Capela de N. Sra de Fátima que tinha uma vista de 360º sobre S. Vicente. 

Seguimos para S.Jorge que é uma pequena vila e que tem um farol, o Farol de S.Jorge, super pequenino e antigo mas ainda a funcionar (com visita gratuita).

Vimos na net que havia algo mais por ali, o Calhau de S. Jorge, metemos no GPS e lá fomos  ao encontro de um pequeno café com vista panorâmica sobre a Baía de S.Jorge, o café Cabo Aéreo, onde começa o caminho pedestre para o tal calhau.

Decidimos meter as mochilas ás costas e seguir então para irmos descobrir o que tinha este local. Quando começámos a descer rezámos aos anjos que a subir nos ajudassem, era uma daquelas valentes subidas que nos deixou com os bafos todos de fora na hora do regresso. O caminho no total tem 2km (descer e subir).

Quando chegámos lá abaixo demos com uma vila deserta, as casas desabitadas e abandonadas, os cafés fechados, a praia vazia... que raio viemos ver aqui, foi o nosso pensamento, pior ainda foi vermos um carro a descer até lá por uma outra estrada, conclusão o GPS tramou-nos ahahah.

Ora com isto foram 2km a andar sobre aquele calor o que é que se pedia? Uma poncha em Santana.

Nem uma nem duas, lá fomos nós em busca das casinhas típicas de Santana... 

 

Existe o Parque Temático da Madeira  (que custa 6€ por pessoa) e tem exemplares destas casas e outras coisas alusivas ás tradições da Madeira, ou então ir até à Câmara Municipal de Santana onde existem casas típicas. Claro que optámos por ir ás da câmara, não só para pouparmos dinheiro (mas também porque o parque não era bem a nossa "cena") e para termos outro contacto com a cultura e tradição.

 

As casinhas eram realmente pequeninas mas bastante catitas com os seus telhados em palha, todas tinham pequenas lojas de artesanato típico madeirense e numa em particular uma senhora a fazer trabalhos com linho. 

Ali perto ficava uma das Levadas que gostávamos mais de fazer, a Levada dos Balcões.

As levadas são caminhas pelo meio da natureza e dos picos, todas diferentes e com níveis de dificuldade diferentes, é um óptima opção para se incluir na viagem! 

 

Já que andávamos ali perto, decidimos ir até lá.

Fica no Parque Natural do Ribeiro Frio e o caminho está bem identificado, foi só seguir as indicações. Pelo caminho encontramos bastantes pessoas a fazer esta levada, tanto turistas como locais. 

Demoramos cerca de 30/45min. com uma paragem a meio num pequeno café que ficava no caminho da levada, o “Flor da Selva” onde estava uma senhora muito querida sentada à lareira a ver a novela, mas que logo carinhosamente veio ter connosco e deu-nos a provar o Bolo de Mel, típico madeirense e feito por ela, serviu também como boost de energia e ficou mais uma iguaria madeirense provada, NHAMIII!

Bocas doces e níveis de açúcar compostos continuámos o caminho até darmos com o miradouro da Levada dos Balcões, que é caso para dizer "quem me dera poder mostrar-te aquilo que os meus olhos viram" porque as imagens não fazem jus ao local em cima, nem a todo o caminho que é fantástico de se fazer, trilhos sempre no meio da natureza e das rochas.

O caminho de regresso a casa foi feito pelas montanhas do Parque Natural do Ribeiro Frio e ficámos de boca aberta com a imagem que tínhamos na nossa frente. Ao ponto de pararmos o carro no meio da estrada e irmos tirar uma chapa.

Mas o dia não acabou por aqui. Já íamos com rumo até casa quando decidimos fazer um desvio para visitar o Miradouro do Cristo Rei no Garajau, que foi construído como modo de pagamento de uma promessa feita ao Conselheiro Aires de Ornelas.

Enquanto admirávamos aquela vista sobre o oceano, os nossos olhos pararam ali num caminho que ia dar a umas rochas, a Ponta do Garajau.

Apesar de estar uma fita a “cortar o acesso” já estava mais deitada ao chão do que a fazer o seu papel, nós decidimos de qualquer maneira por nossa conta e risco ir até lá.

De facto o caminho não está nas melhores condições mas devagarinho e com cuidado chegámos bem.

 

18h30 - Estávamos a precisar de mandar um mergulho e de dar descanso ás pernas.

Ali ao lado tínhamos a Praia do Cristo Rei, nem uma nem duas, fomos mesmo ali.

4º dia – Dia de encher o bandulho

8h00 - Hoje íamos participar numa actividade sobre a limpeza dos oceanos.

Esta actividade era organizada pela Câmara Municipal de Porto Moniz em conjunto com algumas forças de segurança e íamos a convite de um dos nossos familiares, mas infelizmente o tempo em Porto Moniz não permitiu que esta fosse para a frente (chovia e fazia imenso vento) mesmo passado umas horas a única melhora foi a chuva que acabou.

Já que ali estávamos fomos dar uma volta e conhecer o Aquário da Madeira, composto por vários aquários, e uma exposição sobre os vários habitats das espécies marinhas presentes na Ilha da Madeira, com um custo de 7€ por pessoa.

Para além do Aquário, Porto Moniz é também conhecido pelas suas piscinas que encontras ao longo da costa, existem piscinas em que pagas, mas também há uma gratuita (como estava mau tempo tivemos de deixar o mergulho aqui para outra altura). 

Tirámos o resto do dia para descansar e aproveitar o bom tempo que se fazia no outro lado da ilha e aceitámos a sugestão da família. Fomos dar um passeio a pé desde o Lido até à Câmara de Lobos, sempre junto à costa (demorámos mais ou menos 2h30 com paragens pelo meio para fotos, mergulhos e banhos de sol).

Pelo caminho encontrámos imensas piscinas de água salgada, se bem que todas eram a pagar, mas decidimos experimentar uma no caminho de regresso em Câmara de Lobos, conseguimos negociar o preço para 1,50€ pelos dois.

Já que íamos terminar o percurso ali, aproveitámos para conhecer a vila de pescadores e continuar o nosso projecto dos "sabores madeirenses" ahahah.

De um lado tínhamos pescadores a arranjar os barcos, do outro malta com mais idade a jogar cartas em mesas improvisadas, mais à frente uns turistas ao sol a saborearem umas nikitas e corais, e do outro lado as crianças a mandarem saltos para dentro da água.

Ao passearmos pela vila encontrámos um restaurante famoso por fazer Nikitas desde 1985, a "Casa do Farol".

Pedimos duas nikitas que vieram acompanhadas de uns aperitivos e como não estavámos satisfeitos mandámos vir uma dose de Lapas na Chapa e de Bolo do Caco torrado com manteiga de alho, SO SO GOOD!

 

17h30 - Estavamos deliciados e prontos para regressar, era o jogo de Portuga VS Espanha e íamos vê-lo com a família por isso, hora de nos metermos- ao caminho.

Dia 5 – A Natureza é incrivelmente incrível 

 

10h00 - Dia de fazer mergulho com a Madeira Diving Center.

Mas mais uma vez tivemos de recorrer ao PLANO B, o mar não tinha condições para fazermos mergulho por isso tivemos de adiar.

Como alternativa fomos conhecer a Ponta de S. Lourenço que é bastante conhecida e estava carregada de pessoas a fazerem a levada, uma caminhada com um total de 8km (ida e volta) com mais de 138 espécies diferentes de plantas.

Escondida entre umas rochas encontrámos uma escadaria que nos levou até um pequena praia, mas ir a banhos ira impossível com a temperatura da água e com o vento que se fazia cá fora.

Infelizmente encontrámos bastante lixo nesta praia e no caminho, lixo trazido pelo mar e outro deixado pelas pessoas que se davam ao trabalho de colocarem uma pedra por cima para não voar (porque dá muito trabalho colocar de volta nas mochilas e depositar nos contentores!!!).

 

Fizémos a nossa boa acção, arregaçámos as mangas e recolhemos o máximo de lixo que conseguíamos.

Tirámos a parte da tarde para ir a um dos sítios que estava no TOP10 do que queríamos ver e fazer.

Fomos com um dos nossos familiares (que foi o nosso guia) fazer a Levada do Caldeirão Verde e viemos de lá apaixonados e sem palavras.

Tem um total de 6,5km, demora cerca de 4h/5h a ser feito e estávamos a 990 metros de altitude com vistas vertiginosas no meio do Parque Florestal das Queimadas.

Sempre com muito cuidado porque os caminhos são apertados, tudo em filinha, lanternas na mão na hora de passar os túneis e o corta vento sempre vestido porque estava a chover. 

Começámos a ouvir a água cada vez mais forte que siginificava que estávamos a chegar...

 

E escondido por de trás da vegetação e com um gatinho a dar as boas-vindas, lá estava o Caldeirão Verde, uma cascata gigante que corria de uma montanha a baixo, onde nem o topo se via.

Ficámos completamente parvos (no bom sentido) com tanta beleza junta e admirados com aquilo que o nosso país tem, é uma verdadeira caixinha de surpresas! Não concordas?? 

Depois de lá chegar, o problema é sempre o regresso! Mas tínhamos como motivação um belo jantar típico madeirense à nossa espera.

 

Faltava-nos ver um espectáculo do famoso Bailinho da Madeira, dança típica com instrumentos e vestes típicas da Ilha da Madeira.

Na noite anterior procurámos tanto no TripAdvisor que nos apareceu um (que pelos vistos) até era bastante conhecido pelos madeirenses. Fomos até ao restaurante "A Parreira", no Funchal. 

Escolhemos o menu "Noite Típica" onde por 17,5€ cada um, tínhamos tudo incluído mais o espectáculo da dança. E ainda conseguimos riscar mais um iguaria madeirense, o milho frito. 

Para rematar, os dias que passámos na Madeira calharam na altura em que estava a decorrer o Festival Raízes do Atlântico com espectáculo de fogo de artifício e música ao vivo.

 

A Praça do Povo estava cheia.

0h00 - Foi também neste dia que ficámos a conhecer a noite madeirense, fomos até à Zona Velha onde haviam pequenos bares com música.

Escusado é dizer que acabamos por virar mais uma poncha ao som da música dos anos 80 ahahah. 

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31 Outubro 2017 © Nunca Paras Quieta

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