Roadtrip GoFree - Dia 1


Já tinha a Beja comigo e agora era tempo de me fazer à estrada. O destino da primeira noite ia ser a zona da Comporta / Melides.


Abri a app Park4night e encontrei um local que os usuários descreviam como fantástico para parquear: a praia do Pinheirinho.


Localização: 38.232753, -8.774310



Chegámos a meio da tarde e a primeira aventura com a nossa Beja aconteceu!

na aplicação diziam que qualquer carro conseguia ir até ao ponto com as coordenadas: 38.233199, -8.772481 e que aí se pode ver um pôr-do-sol fantástico!


Seguimos as direções do GPS e de repente começo a ver montes de areia e a pensar em qual deles é que a Beja ia ficar atolada. Desvio para aqui, desvio para ali e de repente a Beja parou. Trabalhava mas não andava. Ficou com uma das rodas enterrada na areia.


Enquanto eu começava a pensar em como é que íamos empurrar aquela carrinha pesada dali, o casal que vinha atrás de nós saiu e imediatamente começou a ajudar-nos.


A Beja estava finalmente solta, mas decidimos não arriscar mais por isso acabámos por estacioná-la aqui (38.233950, -8.769874).


Em volta havia lixo e mais lixo e mais lixo.

Como é que é possível haver pessoas com tanta falta de civismo?


Escusado será dizer que apanhámos o lixo todo que havia ali (incluindo uma geleira novinha que estava lá no fundo de uma duna).


Estava um calor enorme por isso fomos até à praia acompanhados de umas bebidas bem fresquinhas que estavam no frigorífico da nossa Beja.



Aqui só se ouviam as ondas a bater no vasto areal salgado. Senti uma tranquilidade tão especial que podia dormir ali uma bela sesta com a carteira aberta que ninguém me ia roubar.

Fomos apenas nós naquela praia enorme, durante horas a fio.



Quando o sol se começou a pôr apareceram alguns praticantes de parapente e uns pescadores à caça de minhocas para a pesca.



Estava a aproximar-se a hora do jantar e a Golden hour. Decidimos ver o pôr-do-sol e depois ir tratar do jantar e dos banhos.


Enquanto estávamos a tratar do jantar chegaram mais uns carros carregados de jovens com as tendas e as geleiras às costas que iam ficar a dormir na praia.



E de repente surgem os nossos salvadores, a Inês e o André.

Tinham ido jantar ali perto a um restaurante e apanharam-nos a meio do nosso jantar dentro da Beja.


Eles traziam uma garrafa de vinho branco, nós tínhamos o vinho tinto.

Entre conversas, um céu estrelado, lua cheia e o som das ondas descobrimos tantas curiosidades uns dos outros.

O André (@Ride_that_monkey) é um viajante e amante de motas. Escusado será dizer que as viagens dele são feitas ao voltando de uma mota.

A Inês (@itsinesleal) é enfermeira e tem uma veia aventureira, por isso tinha alinhado nesta aventura de fazer a costa alentejana com o André sem saber muito bem por onde ia andar. Iam andar ao "sabor do vento".



Durante a partilha de aventuras uma raposa curiosa veio visitar-nos. Talvez porque lhe cheirava a grelhados, eheheh.

Chegou tão perto, tão perto de nós que quase nos veio comer à mão. Entretanto ligámos a lanterna, ela assustou-se e desapareceu.


As horas passaram e estava tarde, hora de dormir e hora da Inês e do André irem montar a tenda.


E assim começava a nossa primeira noite na Beja, fechámos tudo, tapámos os vidros com os pára-sóis da Beja mas claro que tinha de abrir a janela do tejadilho. Imaginam estar deitados na cama a ver as estrelas e a ouvir o mar? Adormecemos assim.





Dia 2 - Adeus Melides, até já Montargil

(e mais uma aventura com a Beja).

Podes ler o resumo da aventura de autocaravana aqui.

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Captura de ecrã 2020-05-26, às 18.28.33.
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